Sabem aquele jogo que te dá taquicardia a cada passo que você dá devido a ansiedade e medo? O nome dele é Resident Evil 7.
Lançado em 21/01/2017, é um jogo survival horror desenvolvido e distribuído pela Capcom (no Brasil sob a responsabilidade da Warner Bros Games), a franquia de jogos de terror que se transformaram em “mega" jogos de ação, decepcionando alguns e agradando outros.
Seu retorno é um marco a franquia por se voltarem ao que tornou os primeiros jogos tão relevantes e memoráveis: o sentimento de tensão e terror causado pela sensação de falta de controle sobre o que acontece, aliado a brutalidade e imagens nojentas e marcantes.
A média de horas que o jogo possui (por save file) é de 8hs com any%, 10-11hs encontrando todos os coletáveis (itens diversos, colecionáveis, notas, fotos etc) e 13hs totais para adquirir todas as conquistas/troféus. No meu caso, fechei o jogo no tempo entorno de 6hs com a maioria das notas encontradas e poucos colecionáveis encontrados.
- Enredo - Bem vindo a família, Filho.
O jogo se inicia quando Ethan recebe uma mensagem de sua esposa, Mia, que estava desaparecida e dada como morta a 3 anos. Nessa mensagem há um vídeo que ela (aparentemente) recentemente gravou pedindo desculpas por ter mentido e dizendo que Ethan tinha razão; por fim, pede que não venha procura-la. A cena corta para uma estrada onde Ethan conversa com um amigo -ao que parece- explicando que ela não estava morta e afirmando que sabia (de algum modo) que ela se encontrava no meio da Lousiana, EUA, e vai na casa da (agora) família mais querida dos games, os Bakers.
Lá há a casa que jogamos a demo e como finaliza-la é similar: encontre a fita, assista (na verdade você nem precisa), abra a passagem da lareira e dessa. Num ponto encontraremos Mia presa e após liberta-la e sair do subsolo ela será possuída por alguma coisa e terá uma aparência desgraçada. Obviamente ela te fode no primeiro momento, mas com uma machadada no pescoço está tudo certo; até ela voltar com a moto-serra e arrancar sua mão fora. Como isso ainda é pouco pra sua 1ª hora de jogo, Ethan é levado a nocaute e arrastado pelo Paizão até a mesa de jantar e… o resto já sabem.
Como o jogo saiu muito recentemente, não entrarei em mais detalhes.
O Enredo é mais contado por meio de diálogos que os membros da família tem consigo mesmos, por notas e fotos que explicam o que ocorria antes e o que ocorreu depois de ALGO chegar. Por exemplo, descobrimos que não somos os únicos que tentaram escapar dali, entretanto esses outros falharam de algum jeito, mas deixaram pistas sobre o que fizeram que podem nos ajudar de alguma forma. O importante é ficar atento a cada detalhe que nos é oferecido, apenas assim para assimilar a totalidade da história.O que posso falar sem comprometer a história é que a personagem da Mia e o mistério que ela guarda faz com que ela suba constantemente nas expectativas e se torna alguém mais importante do que aparenta.
Também há dois finais (conhecidos) possíveis que podem serem alcançados a partir de uma escolha extremamente importante que temos que fazer e, convenhamos, ela é difícil e de partir o coração (no caso daqueles que se engajaram, como eu, na história contada).
O final, se me permitem, me pegou desprevenido no quesito de como aconteceria e se encerraria. Isso foi algo que gostei bastante, entretanto eu já tinha uma ideia da real identidade do antagonista já na metade do jogo (que acabou se confirmado), o que acabou retirando o fator surpresa quando cheguei nesse ponto.
B. Gameplay - Agora é pessoal.
Focado em primeira pessoa, RE7 retorna a suas origens de survival horror, entregando uma experiência que a muito foi esquecida.
A exploração do ambiente que seu protagonista se encontra é peça chave para que você não se frustre durante o jogo, assim encontrando munição, itens de cura, armas e diversos. Todo o seu ambiente se resume no constante “vai e vem” dentro desse complexo de casas; você passará tantas vezes por lá que decorará o mapa dela facilmente, apesar de existirem mapas dos ambientes que você se aventura.
Não pensem que isso é algo ruim, pois é justificável: existem várias portas que necessitam que você encontre as chaves correspondentes para abri-las; há vários puzzles (bem fáceis, aliás) que revelam passagens, te levando a cantos que você nem imaginava que tinha; há meios de você encontrar armas fundamentais (que te ajudam muito) para alguns boss fights que pode ser que você se toque que ela existe depois de você ler uma nota (ao revisitar alguns lugares) falando dela e se lembrar que já a viu e esqueceu de pega-la (super normal quando você está com o cú na mão).
Obviamente, apesar do grosso do seu tempo se focar dentro desse complexo de casas, haverá momentos em que você será transportado para uma ou duas áreas relativamente novas, que escapam do usual, mas isso é mais no endgame que acontece.
O retorno das caixas como depósito de itens e gravadores como sendo seu ponto de save é muito bem vindo, além do inventário que você precisa constantemente ficar organizando (aquela coisa que você tinha com o inventário do RE4 volta com tudo nesses momentos), trazendo a opção de expansão do mesmo caso encontre mochilas para fazer isso.
As armas que você possui são um canivete/faca, uma pistola, uma escopeta, lança-chamas, lança-granadas, metralhadora e bombas por controle remoto (ordem de aparição) que você coleta até o final do jogo. O combate é simples: mire na cabeça e atire; os inimigos tentarão se defender, mas você pode desmembra-los se possível; alguns atacam de perto de forma lenta, outros rapidamente e outros a distância, mas a combinação certa de ataques é suficiente para mata-los.
Manter-se furtivo e escondido também é uma estratégia que deve ser levada a serio, principalmente contra os Bakers, até porque eles não morrem como os outros inimigos (aumentando o status deles) e são de longe mais inteligentes que os outros. Cada Baker tem sua característica própria, seja na forma que te enfrentam, te provocam, te procuram e se assustam. A Mãe foi a que mais me deu medo e nojo, principalmente na boss fight dela (odeio insetos) e fiquei aliviado por não ter mais que aturar ela depois da luta.
O clima de tensão é constante e reforçado a cada jumpscare e inimigo bem posicionado para te assustar; as vezes eles surgem quando se menos espera, mas não dão respan. Entretanto, fora a família Baker, a falta de uma variedade interessante de inimigos faz muita falta, pois, no fim, você enfrentará os mesmos inimigos sempre, tornando o combate enjoativo.
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| A falta de variedade de inimigos torna o combate enjoativo |
Mas nem tudo é porradaria. Existem puzzles (em sua maioria bem simples e até óbvios) que são bem legais de se fazer, sendo o meu favorito o “Feliz Aniversário” -quem jogou sabe de qual estou falando- que eu refiz várias vezes durante o meu gameplay (inclusive tentando pegar o troféu relacionado).
A música não é presente em boa parte do jogo, fora em momentos dentro de safe rooms e boss fights. Quando ela aparece, é num tom distorcido que aumenta a atmosfera de tensão e medo que apenas segue em crescendo a cada fase completada.
Os gráficos são belíssimos e transmitem perfeitamente a atmosfera que os desenvolvedores querem nos passar. Porém há um detalhe que, particularmente, me incomodou: nas cenas que há foco no rosto dos personagens notei que não ocorre movimentação na área da bochecha e principalmente nas maçãs do rosto e a musculatura próxima dela; para um jogo desse porte isso é algo que não pode ocorrer, afinal não se trata de um mega mundo aberto com paisagens exuberantes, ele é curto e limitado a áreas fechadas. Detalhes como esses devem ser levados em conta.
Os gráficos são belíssimos e transmitem perfeitamente a atmosfera que os desenvolvedores querem nos passar. Porém há um detalhe que, particularmente, me incomodou: nas cenas que há foco no rosto dos personagens notei que não ocorre movimentação na área da bochecha e principalmente nas maçãs do rosto e a musculatura próxima dela; para um jogo desse porte isso é algo que não pode ocorrer, afinal não se trata de um mega mundo aberto com paisagens exuberantes, ele é curto e limitado a áreas fechadas. Detalhes como esses devem ser levados em conta.
Há também uma questão de imersão que o deve ser levado em conta em seu gameplay.
Ainda no início do jogo, há uma caixa que permite o desbloqueio da porta da garagem, entretanto essa caixa está fechada com silvertape; dai você pensa “vou tirar ela com a mão” -você não consegue- em seguida você pensa “vou na cozinha pegar uma faca e abro a caixa” -você tem nada disso a mão. Em resumo, você é perseguido pelo Paizão e tem que dar uma puta volta pra desbloquear o momento que entregam a você um canivete. Sério? Tudo isso para pegarmos a faca certa? Essa volta toda serve pra, na garagem, você ter um momento gore na sua cara e só.
Sem falar no Primeiro Socorros: um inimigo arranca sua perna fora; tudo o que você precisa fazer é pegar ela de volta e jogar um pouco desse fluido milagroso e pronto, ela cola de volta. Desmembramentos e horrendas animações de execução são interessantes enquanto uma animação de morte do seu personagem, se encaixam melhor nesse contexto do que no combate usual. E o melhor é que, quando se usa esse item, seu personagem fica encarando a mão por alguns segundos, te impedindo de realizar ações que -por vezes- você quer e precisa imediatamente faze-las.
Isso também não significa que você odiará esse jogo, mas te faz parar por um momento e falar: “Como assim? Era só fazer X e pronto, pra quê essa coisa?”
O clima de mistério é a maravilha desse jogo, principalmente quando combinado pelo medo do desconhecido que esse jogo brilhantemente consegue inserir no jogador.
Há um momento que você entra num quarto de criança, que te faz pensar na hora: deu merda. E quando um fenômeno aparentemente sobrenatural acontece, você já fica todo ansioso para sair logo daquele lugar, porque criança + sobrenatural não costuma ser uma visão bem vinda.
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| "Aí tia, essa cara tá com uma conjuntivite muito forte!" -Rato Borrachudo, "FEAR: Fala do Protagonista". |
Esse clima se perpetua e sangra o jogo inteiro, e isso faz com que o terror dele seja eficaz. Não se trata apenas de jumpscares, mas momentos e cenas/imagens grotescas e perturbadoras que você daria tudo para não ter que presencia-las novamente.
De longe, esse foi um melhores RE que já joguei na minha vida e recomendo a todos que puderem compra-lo.
Gostaria de entrar em maiores detalhes, mas isso seria ao custo de spoilers gigantescos que comprometeriam a experiência individual de vocês.
Resident Evil VII
9.0/10 Moedas
Excelente
(Review feita no PS4)
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9.0/10 Moedas
Excelente
(Review feita no PS4)
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~ Colher






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