Ghost in the Shell! A tão aguardada adaptação do aclamado mangá de Masamune Shirow, e anime, de mesmo título finalmente chega aos cinemas. Oficialmente, foi dado o início a onda de adaptações de histórias japonesas em Hollywood!
Adentrando em uma narrativa densa, o público é introduzido em um admirável e futurista mundo novo, e acompanhamos a protagonista Major Mira Killian em sua busca pelo criminoso Kuze, um hacker que esta tentando invadir a principal empresa de implantes cibernéticos, a Hanka.
AVISO DE SPOILERS!
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| Anime de 1995; |
Após mais de 20 anos da adaptação do mangá para anime (1995), a DreamWorks traz a versão live-action da história. Com a direção de Rubert Sanders, e roteirizada por Jaime Moss, William Wheeler e Ehren Kruger, o filme foge muito ao seu tema original, deixando de lado boa parte de seus elementos filosóficos. Toda a abordagem de outrora que deu valor e transformou em algo marcante para sua geração, foi substituída por uma busca de alto conhecimento, algo “pouco” utilizado no cinema hoje.
Mesmo com a troca de foco principal, o filme não chega a decepcionar. Apesar da história cliche, e de fácil compreensão para todos os públicos, é bem amarrada, e consegue fluir de maneira harmoniosa. Deverás, o filme feito para ser épico, tornou-se apenas uma sessão pipoca.
Ademais, a parte técnica surpreende. Efeitos visuais e fotografia, juntos, são um dos maiores destaques do filme, trazendo exatamente o ambiente pobre e, ao mesmo tempo, futurista cujo o longa tenta passar.
Da parte técnica, seu único problema é ser excessivamente escuro. Apesar de poder distinguir tudo que acontece na cena, a escuridão, mas o clima de paz armada que predomina parte do longa, acabam por serem exaustivos. Recomenda-se o longa não seja visto com sono, caso contrário, veja pela segunda vez.
A música faz jus ao filme e seu tom distópico. Como dito anteriormente, a parte técnica encontra-se extraordinária.
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| Scarlett Johansson como Major; |
A atuação de todos é ofuscada devido a grandeza dos efeitos visuais e da fotografia. Mas nem deixam de fazer uma ótima performa-se.
Major Mira Killian/Motoko Kusanagi, a protagonista, é interpretada por Scarlett Johansson. Quiça uma de suas melhores performance, mas não por sua atuação, mas sim pela personagem que se enquadra em seu estilo de atuação. Motoko, é uma humana cujo o cérebro encontra-se em um robô, tornando-a, em linguagem popular, um ciborgue. Criada, de certa forma, pela Hanka, é a líder do grupo que caça o terrorista Kuze.
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| Em ordem, Pilou Asbæk, Chin Han e Takashi Kitano; |
Pilou Asbæk interpreta Batou, o braço direito de Major. Chin Han é Togusa, outro agente que trabalha com Major. Ambos fazem jus aos seus papéis. Michael Pitt é o hacker Hideo Kuze. Takashi Kitano é o Chefe Daisuke Aramaki. Juliette Binoche é a Dr. Ouelet. Por fim, o vilão, interpretado por Peter Ferdinando é Cutter, o CEO da Hanka.
Todos os atores fazem jus a seus personagens, mas contam, também, em grande parte, com o aprofundamento histórico que cada um possui. Não há personagens vazios. Por tanto, os atores recebem pratos cheios para se aprofundarem a trazerem uma ótima atuação.
CONCLUSÃO
Ghost in the Shell poderia ser um filme épico ou marcante caso tivesse explorado o enredo principal de suas origens (O mangá ou, até mesmo, o anime). Por conta da abordagem diferenciada, o longa acaba por entrar na mesmice do herói se autodescobrindo, desonrando a história original. Direção, atuação, efeitos e tudo mais são excepcionais, mas infelizmente não são capazes de por si só eternizar um filme que aborda temas supersaturados, e que não se valoriza, com míseros uma hora e quarenta. Levando-se em consideração que é uma adaptação de uma obra com grandes conteúdos, deixa a desejar. Torna-se mais um filme-comercial.
5.5/10 ESTRELAS
Orelha;
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